domingo, 16 de fevereiro de 2014

Precioso



A pureza do sorriso
A transparência no olhar
A espontaneidade das palavras
A coragem sem vergonha

A leveza do carinho
A doçura do desejo
O fogo da vontade
A saudade da troca (ou união?)

A surpresa do encontro

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Insônia



Sangue corre
Coração pulsa
A cabeça gira

Procuro, no escuro,
Por caminhos, respostas

Abrir portas
Clareza
Inquietude me confunde

A dúvida do incerto
A incerteza da dúvida
A doce claridade da certeza

Luz, ilumina meu pensamento
Clareia minhas ideias
Mostra o caminho

Suave, aquieta meu pensamento
Acolhe e acalenta o meu coração

sábado, 22 de junho de 2013

Ilusão e Sonho



Não paro de pensar
Paro pra pensar
Suspiro

Olhos fechados
Lembro do toque quente e macio e molhado
O encontro do abraço
Me  alimento do pensamento

Suspiro
Bate a saudade
Cresce a vontade
Aumenta
Sedenta

Desejo explode
Tudo pode
Não paro de querer


(este poema brotou de uma semente)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Clara



E lá vai ela de novo. Sentindo velhas sensações que já não lhe fizeram bem num passado que nem está tão distante assim.  Liga o carro e desliga o som.  Melhor o silêncio.  Precisa desse tempo pra pensar.  E ao engatar a primeira marcha, se pergunta porque aquilo está acontecendo.  Afinal, ela já esteve nessa conhecida montanha russa de subidas empolgantes e descidas avassaladoras e não saiu de lá muito bem. 

Desta vez o contexto parecia diferente, embora os personagens fossem os mesmos.  Ou talvez o contexto fosse bem similar, mas, por conta de alguns detalhes no enredo da história, ela não tenha se dado conta de que não seria diferente.  Pode ser que ela acreditasse nas regeneração dos sentimentos, ou então... Pára!  É melhor parar de buscar causas para as consequências.  Pois esse é um caminho que não leva a lugar algum.

O trânsito está péssimo.  Véspera de feriado é sempre um embaço.  Com o carro parado, seu pensamento volta a percorrer outros pontos dessa história.  "Pah!" - dá uma porrada no volante.  Ela sabe que é melhor escolher uma nova rota.  O céu está lindo. Ao menor indício de lua no céu ela suspira.  Sempre.  E aí vem a inevitável lembrança do toque e da voz e do beijo. 

Ela precisa desviar daquele trajeto agradável e sedutor, porém sinuoso e um pouco obscuro. E quando uma sequência interminável de questionamentos, reflexões e conclusões evasivas invade o seu caminho como se fossem dezenas daqueles motoqueiros que passam voando e buzinando entre os carros, o farol abre. Então ela sai cantando pneus e corta tudo quanto é carro, deixando aquela rotatória de perguntas inúteis para trás.  Foge da inércia e do tédio da mesmice.  Anseia pela novidade e pela leveza do movimento.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

História de Ninar de Minuto


Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013, por volta das 23h00.

Leo - "Mamãe, conta uma história pra mim?"
(mamãe cansada pensando)
Leo - "Pode ser sobre qualquer coisa que vier à cabeça."
(mamãe cansada pensando, agora um pouquinho mais rápido, até encontrar uma referência no quarto do Leo)
Eu - "Era uma vez uma bola.  Ela era muuuuito redonda.  Rolava de um lado pro outro.  E fim."

O sono se perdeu.  Mas o ataque de riso durou uns 15 minutos.




terça-feira, 4 de setembro de 2012


(IN)quietude

Quando eu era adolescente, o colunista social Giba Um destacava o que era IN/OUT na página do jornal. Em outras palavras, ele apontava as tendências mais fashion e o que era, digamos, demodê.  Ao mesmo tempo em que eu tinha uma certa curiosidade de saber o que era considerado aceito e rejeitado pela sociedade,  eu me perguntava como era possível alguém estabelecer esse tipo de regra.  Quais eram os padrões ou parâmetros adotados?  Por que e como alguém poderia considerar aquilo verdadeiro?  Como era possível dar alguma credibilidade àquilo?  Se estava ali, era lido.  Se era lido, deveria fazer algum sentido.  Certo? Não necessariamente.

Muitos anos se passaram.  Tempo suficiente pra que eu percebesse que tudo o que é imposto de e para a sociedade não passa de “bullshitagem”.  Traduzindo: coisa de quem não tem mais o que fazer.  Na minha verdade, ser IN é olhar para dentro de si, identificar seus sentimentos, desejos, suas tristezas e frustrações.  Ser IN é respeitar a sua história, os seus valores, a sua índole.  É dar ouvidos às suas necessidades, aos seus sonhos.  É assumir sua personalidade.  O seu quadril largo. Ou a sua magreza.   Ou as suas pernas grossas.  Ou seus delicados gambitos. Ou assumir que não gosta de comida japonesa. 

No meu universo particular, ser OUT é olhar somente para fora e esquecer de olhar para si próprio.  É dar valor a padrões impostos por sabe-se-lá-quem.  Ser OUT é não ter o cuidado de entender quem você é e o que você quer.  É se deixar influenciar por esse conjunto de futilidade desinteressante e vazio. É deixar de comer pizza porque precisa emagrecer só pra ser aceita por não-sei-quem. 

Mas esta é somente a minha verdade.  Talvez a sua verdade seja diferente da minha.  E tudo bem.  No meu universo, as diferenças são fonte de conhecimento, troca e, mais importante de tudo: respeito. 


terça-feira, 17 de maio de 2011







É bom e é ruim
É doce e amargurante
Alegria e rompantes
Sai de mim, ansiedade!

Desejo, voo
Bloqueio, freio
Surgem sonhos
É instinto
Aparecem dúvidas
É intuição?

O que fazer
Je ne sais pa
Me sinto perdida
Vontade de ser encontrada

Ao Universo
Lancei meu pedido
Olhos cerrados, coração aberto
Respirei profundo como a alma

Quero o sabor
O calor
A delicadeza 
E a doçura

Quero a intensidade
A profundidade
A sutileza
E a beleza

Vem pra mim
Não imploro
Somente peço

Traz o seu beijo
Seu peito aberto
O brilho nos olhos
O sorriso em festa

Braços e abraços
De esperança
Conhecimento
E reconhecimento

Eu quero flores
Com todas as cores
Da borboleta
Dos campos e das cachoeiras
Do arco-íris e dos pássaros

Eu quero o amor.


(escrito em 26/04/11)